«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

1822 - LAURENTINO GOMES

Laurentino Gomes iniciou a sua visita a Portugal no Porto, para a apresentação do seu novo livro «1822».
No dia 24 de Setembro, o dia da morte de D. Pedro, esteve em Lisboa, no Padrão dos Descobrimentos, para  o lançamento oficial de «1822». Estiveram presentes delegações da Embaixada do Brasil, da Missão do Brasil junto da CPLP e da Casa da América Latina.

Autor de“1808”, o jornalista e escritor Laurentino Gomes lançou “1822”, um relato detalhado sobre a Independência do Brasil. Composta de 22 capítulos intercalados por ilustrações de acontecimentos e personagens da época, a obra cobre um período de catorze anos, entre a volta da corte portuguesa de D. João VI a Lisboa, em 1821, e a morte do imperador D. Pedro I, em 1834.

“Este livro procura explicar como o Brasil conseguiu manter a integridade do seu território e se firmar como nação independente por uma notável combinação de sorte, acaso, improvisação, e também da sabedoria de algumas lideranças incumbidas de conduzir os destinos do país naquele momento de grandes sonhos e perigos”, explica o autor. “O Brasil de hoje deve sua existência à capacidade de vencer obstáculos que pareciam insuperáveis em 1822. E isso, por si só, é uma enorme vitória.” Segundo Laurentino, o Grito do Ipiranga foi consequência directa da fuga da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808. “Ao transformar o Brasil de forma profunda e acelerada nos treze anos seguintes, D. João tornou a separação inevitável”, diz ele.


“1822” é o resultado de três anos de pesquisas, durante os quais o autor leu ou consultou cerca de 170 livros e outras obras referenciais sobre a temática no Brasil/ Portugal. Também percorreu diversos locais dos acontecimentos ligados à Independência do Brasil ou à vida de D. Pedro I, nesses dois países. Entre outros lugares, refez o caminho percorrido por D. Pedro do Rio de Janeiro a São Paulo na véspera do Grito do Ipiranga, em 1822. Também esteve no Piauí, local da Batalha do Jenipapo, travada no dia 13 de Março de 1823 e na qual morreram cerca de 400 brasileiros lutando contra uma bem armada e treinada tropa portuguesa. Em Portugal, o autor visitou o Arquipélago dos Açores e as linhas de trincheiras do Cerco do Porto, episódio da guerra civil entre D. Pedro e seu irmão D. Miguel de 1832 a 1834. “O trabalho de campo é o que diferencia um livro reportagem como este”, afirma Laurentino. “A técnica jornalística permite observar esses locais e constatar que, apesar da grande distância no tempo, eles contêm ainda hoje informações relevantes”.


Durante o trabalho de pesquisa, Laurentino teve a orientação do diplomata, ensaísta, historiador, poeta e académico Alberto da Costa e Silva, um dos mais respeitados intelectuais brasileiros. Membro e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, Costa e Silva é considerado hoje o maior especialista brasileiro em África, autor das várias obras fundamentais para a compreensão da história do tráfico negreiro para a América. Entre Novembro de 2009 e Junho de 2010, período em que autor escreveu o livro, leu e anotou cada um dos capítulos, ajudando a corrigir enfoques, datas, nomes e informações.

Com “1808”, Laurentino Gomes ganhou o Prémio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, nas categorias Melhor Livro Reportagem e Livro do Ano de Não-Ficção. Sua obra também foi eleita o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e permaneceu três anos consecutivos na lista dos livros mais vendidos em Portugal e no Brasil. Nascido em Maringá, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Administração pela Universidade de São Paulo. Trabalhou como repórter e editor para o jornal O Estado de S. Paulo e a revista Veja e foi director da Editora Abril. É membro titular da Academia Paranaense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.



http://laurentinogomes.com.br/release.php?id=2188


Leia a seguir trecho do primeiro capítulo do livro "1822", de Laurentino Gomes:
O Grito

9 comentários:

Cantinho da Cê disse...

A história de Brasil e Portugal são belíssimas e se completam.

Desejo a você querida Manú, uma bela semana,

Beijos,

aminhapele disse...

Está,como prioridade,na minha lista de compras.

Sandra Botelho disse...

Belo trabalho de Laurentino Gomes.
O Brasil está se tornando uma grande nação, apesar de ainda estar longe de ser um pais financeiramente viavel.
Bjos achocolatados

Socorro Melo disse...

Oi, Manu!

Não conheço esse autor, mas, achei interessante as suas colocações sobre a obra 1822. É importante conhecermos a história, na ótica dos os autores contemporâneos, porque eles têm a preocupação de relatar os fatos como na verdade aconteceram, sem usarem de subterfúgios, como era de praxe nos autores antigos, escondendo a verdade dos fatos. Muito bom.

Beijos
Socorro Melo

manuel marques disse...

Já li o 1808 e o 1822, está na fila de espera.

Beijinhos meus.

elisabete disse...

Fizeste muito bem em já teres comprado. <estou na lista de espera.

Fatima disse...

Vou começar a ler em breve!
Bjs.

Irene Moreira disse...

O Brasil está caminhando e é uma Grande Nação, mas falta muito ainda para se tornar um país desenvolvido.

Obrigado pela visita Manuela

Beijos

Beth/Lilás disse...

Manú, queridona!
Também estive com problemas para deixar comentários por aqui e noutros blogs, mas eis-me aqui de novo. hehe
Sobre este livro, vou submeter a minha amiga Glorinha para uma leitura em nosso clube do livro. Eu adoro literatura histórica e ainda mais em se tratando de Brasil e Portugal que me interessa muitíssimo.
Obrigada pelas boas indicações tanto de livros quanto de filmes, tu és uma pessoa muito culta e que nos ajuda a conhecer coisas boas.
beijos grandes cariocas