«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quarta-feira, 14 de julho de 2010

NELIDA PIÑON


O Bairro Alto, em Lisboa, é um espaço de tertúlia e de boémia, de lojas vanguardistas e de espaços tradicionais, de cultura contemporânea e de tradições bairristas. No Bairro Alto funcionaram muitos jornais e é ainda ali que se encontram as elites culturais e uma nova geração cheia de ideias, de projectos e de histórias para contar. Na RTP2, o Bairro Alto é isso mesmo. Um espaço de conversa com figuras que têm algo para dizer sobre si e sobre o que fazem. José Fialho Gouveia entrevista artistas, ensaístas, cientistas, gente da moda e do espectáculo, gente do pensamento e da acção, portugueses e estrangeiros. O tom é próximo, informal. E as perguntas pedem mais que as habituais respostas politicamente correctas. Bairro Alto é um face a face com ritmo e sem mesa. ESTE É UM PROGRAMA QUE ME AGRADA VER.

Ontem a conversa foi com Nelida Piñon, em Portugal para apresentar o seu livro "Aprendiz de Homero", segundo livro de ensaios, que reúne 24 ensaios sobre autores, temas e personagens literários. Gostei muito da pessoa, de a ouvir, mas ainda não li nenhum livro dela.



Descendente de galegos, nasceu no Brasil em 1937 e, por isso, o seu coração dividiu-se sempre em duas pátrias, a brasileira e a espanhola. Ou talvez três, se considerarmos a língua portuguesa também como pátria. O seu sonho de criança era tornar-se escritora e foi concretizado na plenitude. O seu primeiro romance, “Guia-mapa de Gabriel Arcanjo”, viu a luz das páginas em 1961. Desde então escreveu obras como “A República dos Sonhos”, “A Doce Canção de Caetana” ou “Vozes do Deserto”. Publicou também as suas memórias, “Coração Andarilho”. Nelida ganhou, em 2005, o prestigiado prémio Príncipe das Astúrias, tal como já tinha ganho, no Brasil, o Jabuti, outra importante distinção literária. E há um outro título que ninguém lhe pode tirar: ter sido a primeira mulher no mundo a presidir a uma academia de letras, mais concretamente a Academia Brasileira de Letras. (internet)

9 comentários:

Elaine Barnes disse...

Uma honra ser a primeira mulher na academia de letras. Minha mãe também se chamava nELIDA. RS... mONTÃO DE BJS E ABRAÇOS

Maria Teresa disse...

Tenho certeza de que você vai adorar o Vozes do Deserto, com a recriação do mito de Scherezade. Foi o último livro que li de Nelida Piñon, daqueles que dá vontade de reler.
Beijos

manuel marques disse...

Grato pela dica vou procurar.


Beijo.

Luma Rosa disse...

Os brasileiros tem muito que orgulhar da escritora Nélida Piñon, porque além da sua obra, venceu o Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras, reconhecimento que jamais havia sido atribuído a um brasileiro e ela chegou às últimas votações do júri ao lado dos escritores norte-americanos Paul Auster e Philip Roth e do israelense Amos. Muito Bom! Você conheceu o site dela? Beijus,

pensandoemfamilia disse...

Não conhecia, vou aceitar a sua dica.
bjs

Sandra Botelho disse...

Que honra, um simbolo pra nós mulheres...
Bjos achocolatados

Fatima disse...

Gosto muito de ler a Nelida Piñon.
Quer dizer que somos da mesma área de estudo? Que bom Manuela!
Bjs.

annie hall disse...

Vive La France !:)
Gostei do seu comentário , eu que sou um pouco de todo o lado e não me sinto pertencer a nenhum lugar do mundo ,chego a sentir-me em casa quando estou em Paris .
E agora tb um obrigado pela dica , como diz Manuel Marques ,vou procurar.

Beth/Lilás disse...

Pois é, Manuela, já tive a oportunidade de ver uma palestra dela em Petrópolis, mas nunca li nenhum livro seu, uma pena, realmente, preciso redimir-me quanto a isto.
bjs cariocas