«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 7 de fevereiro de 2010

NAS NUVENS


Jason Reitman, realizador, guionista, produtor e actor canadiano, REALIZOU UM FILME QUE REFLECTE UM SENTIMENTO DE SEPARAÇÃO E DE SOLIDÃO NUM MUNDO VELOZ EM QUE AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS SÃO CADA VEZ MAIS EPIDÉRMICAS E VIRTUAIS. ( Do mesmo realizador,JUNO, um filme bastante interessante)
Ryan (George Clooney) habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular. Ryan, no entanto é um homem só!
O filme é uma reflexão sobre a sociedade actual, ou pelo menos sobre alguns fenómenos, como o estado da economia global, (o termo «Glocal» desenvolvido no filme é genial), o desemprego e a desagregação social. O trabalho de Ryan Bingham, é viajar pelos EU, em nome de uma empresa, para despedir pessoas. «Up in the Air» é eficaz na forma simples como desenvolve a temática do desemprego e das cada vez mais difíceis relações humanas.
Com a ameaça de uma revolução na empresa, em que os despedimentos passarão a ser efectuados através de um call center centralizado na sede da mesma, Ryan vai viajar com Natalie (Anna Kendrick), autora do novo sistema de despedimentos, para que ela conheça «in loco» a situação, mas as suas ideias sobre as relações humanas vão ter influência em Ryan, motivando que ele procure Alex (Vera Formiga), um relacionamento ocasional, para assumir uma relação...
De referenciar neste filme, os reveladores diálogos, as situações de comédia inteligentemente colocadas para aliviar a tensão, o ritmo da acção que é quase sempre lenta, mas extremamente cativante nos detalhes.

5 comentários:

Regina disse...

Manú, amiga, é muito interessante o modo como retratas os filmes...

Este também parece-me ser bem interessante... Obrigada pela dica!

Desejo uma semana de muita luz e muita paz em seu coração...

Fique sempre bem, beijos!!!

Carlos Albuquerque disse...

Os filmes!
Tinha três em agenda: Nine, Invictus e Nas Nuvens.
Vi os dois primeiros. Nas Nuvens vai a seguir.
Nine: Gostei, francamente! Entendo que não deve ser visto a correr. Voltarei a vê-lo.
Invictus. Aquém da expectativa, talvez porque conheça bem a história desse notável e invulgar homem que é Nelson Mandela! Mas só pelo diálogo final e pela extraordinária interpretação de Morgan Freeman,merece ser visto.
Bjs

Me disse...

Querida Manuela,
Estive fora por uns dias, obrigada por seus comentários sempre interessantes e iluminados...
Quanto ao filme, com certeza irei vê-lo, pois adorei o "Juno".
Bjos, ótima semana!!!

Memória de Elefante disse...

Apesar de não gostar de George Clooney, gosto do diretor Jason Reitman.Adorei Juno e Obrigado por não fumar.
Este filme NAS NUVENS até me surprendeu como pano de fundo a atual situação de crise econômica que assola os EUA, Reitman retrata a vida de um executivo ironicamente, seu único objeto de apego são justamente os aeroportos, lugar de passagem, não de estabelecimento concreto. O filme não chega a ser brilhante, mas convence no que propõe.
Um beijo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Já escrevi no CR sobre este filme. Depois de alguma indiferença inicial,acabei por gostar, mas tudo dpende do ponto de vista em que nos colocamos em relaçãoi ao personagem. Como disse, é dos filmes que merece uma tertúlia e, a aavliar pelas inúmeras citações que vejo na blogosfera, parece que não em enganei.
Boa semana