«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ROSALÍA DE CASTRO (1837-1885)

[ESTE POST É DEDICADO A UM SER HUMANO QUE MUITO ADMIRO, NES DO BLOGUE: http://palante-nes.blogspot.com/]

É considerada a fundadora da literatura galega moderna. 17 de Maio, é feriado, porque é o Dia das Letras Galegas, devido a ser a data de edição da primeira obra de Rosalía em língua galega, CANTARES GALEGOS.
Já conhecia a poesia de Rosalía de Castro, quando um dia fui a Padrón, nas minhas andanças pela Galiza. Primeiro por uma canção e depois por uma antologia da sua poesia.


Quando Rosalía nasceu, foi registada como filha de pais desconhecidos. Os pais, eram uma fidalga da linhagem dos Castro e de um sacerdote que não podia legitimar a filha e a entregou aos cuidados das irmãs.
Rosalía só foi viver com a mãe quando tinha 5 anos. Mudaram-se para Santiago onde Rosalia teve formação musical, artística e literária. Aí conviveu com intelectuais que a levaram ao socialismo e ao republicanismo.
Prosseguiu os seus estudos em Madrid, casou com Manuel Murguía, investigador, cronista e jornalista e tiveram oito filhos. Quatro perdidos com tenra idade.
Rosalía de Castro escreveu tanto em prosa como em verso, empregando o galego e o castelhano. A sua obra esteve profundamente marcada pelas circunstâncias que rodearam a sua vida: como a sua origem, os problemas económicos, a perda dos seus filhos e a sua frágil saúde.
Em 1863 foi publicado em Vigo o seu primeiro grande livro, Cantares Gallegos, que fixa o começo de uma nova era para a poesia galega e que, sem dúvida, foi a base de todo o ressurgimento literário e não literário da literatura galega.


Adiós, ríos; adios, fontes;
adios, regatos pequenos;
adios, vista dos meus ollos:
non sei cando nos veremos.
Miña terra, miña terra,
terra donde me eu criei,
hortiña que quero tanto,
figueiriñas que prantei,
Fragmento Cantares gallegos

Cantares gallegos constitui o primeiro livro escrito em galego numa época em que a língua galega estava extinta como língua escrita. Muitos poemas do seu livro são glosas de cantigas populares. Rosalia denúncia a miséria, a pobreza e a emigração maciça a que estavam obrigados os galegos, sem deixar de verter seus sentimentos e vivências pessoais.
E outras obras se seguiram: Folhas Novas, Canto Galego, entre outros.


En todo estás e ti es todo
pra min e en min mesma moras,
nin me abandonarás nunca,
sombra que sempre me asombras.
Fragmento do poema Negra Sombra
Follas Novas

Rosalía passou os derradeiros anos da sua vida em Padrón, onde a família alugara a casa da Matança, hoje casa-museu. Aí morreu com 48 anos, vítima de cancro. Os seus restos mortais, foram depois para o Panteão de Galegos Ilustres, em Santiago de Compostela.

3 comentários:

Glorinha disse...

Não conhecia...gostei da informação...
Amiga querida te respondi lá no blog, ok?
Jinhos.

Maria disse...

Tenho livros de poemas de Rosalia de Castro mas não sabia de pormenores da vida dela...
Obrigada por a teres revelado aqui.

Um beijo, Manuela

Nes disse...

Hola Manuela, casi me saen as bagoas cando vexo o encabezado deste artigo.L
Lembras a Rosalia a maís grande das letras Galegas, e faló con dous anacos de uns versos que a mín particularmente me gustan moito.

Fixéronse moitás versions pero a min particularmente gustame moito a que faí Amancio Prada de Cantares Gallegos e a que fai Luz casal de Negra sombra.

Sintomé moi orgulloso e douche as gracias por todo,un biko.