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Depois casei e íamos a bailes a vários sítios, mas muitas vezes fomos ao Hotel do Ofir, tinham sempre bons programas com artistas brasileiros, lembro-me da Elza Soares que foi lá cantar e levou o marido, o famoso Garrincha. Íamos sempre com amigos, mas houve um Carnaval que fomos sós e ficou inesquecível. Dançamos até às tantas e depois quando chegamos ao carro, o tipo não pegava. Bolas!?... O frio enregelava!?... Quem conhece o Ofir sabe que aquilo praticamente não tem descidas, mas pequena descida que houvesse, lá tentávamos nós empurrar o carro, para ver se ele pegava e nada! O pior era trazê-lo novamente para cima. Começava a amanhecer e vimos um grupo de pescadores. Pedimos logo ajuda, mas nem assim, a bateria estava em baixo. A sugestão deles era irmos a Fão onde havia um mecânico. Lá fizemos os três kilómetros a pé e apesar do mecânico estar constipado, veio connosco. Claro, que primeiro tirou a bateria para a carregar e teríamos que esperar um tempo. Fomos tomar o pequeno-almoço ao Hotel, num estado muito lamentável, eu já não tinha os olhos pintados, eu estava com o rosto todo sujo! Acabamos por sair do Ofir ao meio-dia, desejosos de nos atirarmos para a cama!?...
SAUDADES DE OUTROS TEMPOS...MAS SOBRETUDO IMENSAS SAUDADES DO MEU PAI!...
2 comentários:
Que Minhota mais gira...
devo ter fotografias assim vestida, e de nazarena, e de trapalhona (do que eu me lembro...)
Um beijo.
Olá Maria,
De vez enquanto vou ao baú e entre o cotão vou encontrando estas (para mim) preciosidades!...
Beijinhos,
Manuela
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