«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 28 de fevereiro de 2010

PRECONCEITOS SEMPRE EXISTEM...

Ninguém se diz preconceituoso, mas há ainda muito preconceito!
O amor salta todas as convenções? Ou o afecto cresce se for contrariado? Amores fatais existem? Se existem?!..Amores de «faca e alguidar», surgem todos os dias nos jornais, assassínios e vinganças passionais…incluindo por vezes a morte dos filhos, situações realmente horrorosas. Violência doméstica é uma situação também constante…e o amor? Quem ama? O que possui? O que se deixa subjugar? Raiva, vingança, ódio…No amor há muita irracionalidade, justificada POR AMOR! O amor pode tornar uma pessoa muito alienada e muito irracional!.. Mas isto é o amor?



Derivei, porque o que eu queria era falar de preconceito. Nem sequer me vou referir ao preconceito do amor entre pessoas do mesmo sexo, mas a outros casos onde existe o preconceito.


ALGUNS CASOS REAIS, COM NOMES FICTÍCIOS

Joana e Alfredo. Completamente diferentes em tudo (a física diz que dois corpos opostos se atraem). Joana advogada, Alfredo segurança, viram-se, houve «click» e casaram-se, tendo ela contrariado a vontade dos pais, pelo desequilíbrio financeiro e cultural entre os dois. Todos diziam que o casamento não ia durar, mas tem durado.

João e Maria. Ele paraplégico e com estudos básicos. Ela licenciada. Viram-se e ficaram apaixonados. A família, foi contra o casamento, consideravam que ele tinha muitas limitações e ela ia ter um peso na vida muito grande, mas casaram. Maria diz que para ela existe o João, não a cadeira!

Pedro e Carolina, quando se conheceram ela tinha 16, ele 45 anos. Ele tinha dois filhos mais velhos do que ela. Recusa dos pais nesse casamento, uma recusa assertiva e irrevogável. Foram para o tribunal, pedindo uma avaliação no sentido, de ser analisado se ela teria ou não maturidade suficiente, para se substituir aos pais. O juiz decidiu que sim. Estão casados há 28 anos.

Paulo e Carla. Ela cigana, ele mulato. Namoro às escondidas. Uma cigana nasceu para casar com cigano, misturas são mal vistas. Os ciganos dão muita importância ao que os outros pensam, não só a nível familiar, mas relativamente aos outros ciganos. Quando a família determinou que ela devia casar etnicamente, os dois fugiram. Ele foi apanhado pela família de Carla e ela regressou com a promessa, que a deixavam casar com Paulo. Carla ficou fechada em casa e ele foi ameaçado. Voltaram a fugir, mas para longe, para que o acto ficasse consumado. Paulo acabou por ser aceite pela comunidade, mas não a integra.

José e Luísa. Luísa foi numa missão de voluntariado para Moçambique e conheceu José, estudante de agronomia. Imediatamente se apaixonaram. A associação para qual Luísa trabalhava não achou bem, mandaram-na regressar. Luísa estava grávida, a família não gostou, mas José veio para Portugal. A situação não era boa, não tiveram tempo de se conhecer, ele não tinha visto de residente, nem trabalho, custou-lhe deixar tudo, família, amigos e estudos. Casaram ao fim de um ano e ultrapassaram todos os problemas.

5 comentários:

manuel marques disse...

O preconceito é filho da ignorância .

Excelente texto.

Beijos.

Manuela Araújo disse...

Olá Manuela
Preconceitos existem até em pessoas que acham que não os têm. É preciso um esforço de abertura para os ultrapassar. É como diz o Manuel Marques - preconceito é filho da ignorância!
Ainda este fim de semana li sobre o que sofre um anão na pele porque é anão...
É muito triste....
Gostei das suas histórias, ainda por cima tiveram final feliz.
Beijinhos

Cris França disse...

mais real do que a gente pode imaginar, concordo com o Manuel o preconceito é filho da ignorânica. bjs

Me disse...

é preciso lutar contra todos os tipos de preconceito-por um mundo melhor!
bjos Manu!!!

Glorinha L de Lion disse...

Concordo com o Manuel! Preconceito, o nome já diz é um pré conceito...algo que mesmo sem o saber direito, já somos contra!
Todos temos algum, lá no fundo d'alma..alguns incofessáveis, outros contra os quais lutamos, mas o importante é travar uma batalha diária contra eles, para que não tomem conta de nós.
Beijos.