«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 22 de março de 2010

CÂMARA CLARA

Este é um programa da televisão, do qual sou assídua e ontem foi todo dedicado à poesia, em Dia Mundial da Poesia. Só lamentei o tempo ter passado tão depressa, porque estaria a ouvir poesia pela noite fora. Com tão grandes poetas que temos, ficou-me realmente o «sabor a pouco».





Câmara Clara, fez-me lembrar o ensaísta Roland Barthes, possivelmente o nome do programa partiu daí, do livro.


CÂMARA CLARA de Roland Barthes, 1980

Roland Barthes, por tudo que foi, não morreu: filósofo, teórico, escritor, entre mil e outras coisas. Um nome importante da semiótica. Câmara Clara é uma meditação sobre a fotografia, a vida e a morte. Um texto com uma escrita precisa, analítica, emocional, que nem sempre é fácil de devorar. Um carácter emocional que nasce de uma simples foto da sua mãe em contraste com a linguagem analítica sobre a imagem fotográfica. A essência da fotografia e a morte de um ente querido. A mão do homem sobre a imagem, ligada a um referente. Uma viagem com Barthes na busca do significado da fotografia, que resulta num ensaio obrigatório para quem pretende entender a essência da imagem, os segredos por trás da fotografia. O efeito da fotografia no espectador. O Punctum, o Studium... Um conflito interno, que discute o despertar de sentimentos que certas fotografias despertam e outras não. A fotografia separada de uma cultura, sociedade ou tempo. O Punctum é o que importa. O que nos toca. O que nos relaciona com a imagem, com o objecto, com o referente. Nem sempre encontramos o Punctum. Não ficamos tristes, apenas mais radiantes quando o encontramos. Um texto crítico, académico, obrigatório sobre a fotografia, de um não-fotógrafo.



O GRÃO DA VOZ, reune vários ensaios de Roland Barthes, é um dos livros que releio com certa frequência.

1 comentário:

Glorinha L de Lion disse...

Manu, tu és mesmo uma intelectual....li Barthes na faculdade de comunicação e nunca mais o peguei...muito difícil...não é pro meu bico....prefiro leituras mais "fáceis"...
Semiótica, epistemologia, linguística....matérias que aprendi e me esqueci...tb são quase 30 anos de formada...até A Obra Aberta de Umberto Ecco, tive que ler no meu curso...um chato de galochas...só se salva mesmo O Nome da Rosa que eu adorei...
Beijinhos...