«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




terça-feira, 2 de março de 2010

SINAIS DE FOGO

Ontem vi o novo programa de Miguel de Sousa Tavares, SINAIS DE FOGO, o convidado foi Gonçalo Amaral. Foi confrangedora a entrevista, não se convida ninguém para uma entrevista, para não o deixar falar e foi isso mesmo que o Miguel Sousa Tavares fez. Fazia a pergunta e logo a seguir outra pergunta, sem uma resposta conclusiva. A versão, que MST defende sobre o «caso Maddie» é que houve rapto, os pais não mataram a criança e no livro que Gonçalo Amaral escreveu, baseando-se na investigação, há indícios que isso aconteceu, não que a matassem, mas que tivesse havido um acidente que eles ocultaram. Eu não li o livro, nem tenciono ler, mas fui lendo uns fragmentos na comunicação social. O Miguel Sousa Tavares levou toda a entrevista, a «impor» o que pensava sobre o assunto e não deixou que Gonçalo Amaral pudesse argumentar. Gosto de Sousa Tavares, é frontal, às vezes excessivo, mas neste caso foi muito prepotente.

6 comentários:

Austeriana disse...

Pelos vistos, o estilo «entrevisteiro» de Manuela Moura Guedes "pega-se".
De facto, esta mania que existe agora de os entrevistadores opinarem sobre assuntos que era suposto indagarem, além de colocar na gaveta as regras deontológicas do jornalismo, contribui em nada para o esclarecimento das pessoas.
Em MMGuedes, isso já não surpreendia. Em Sousa Tavares, surpreende e é lamentável.

Glorinha L de Lion disse...

Eu tb gosto dele, isto é, dos livros dele, como pessoa, nunca vi ou ouvi entrevistas dele...li na Austeriana que ele não é lá muito agradável...e se foi assim, deve ser um tanto arrogante...ainda mais um escritor que não deixa o outro falar? que coisa ein?
Beijnhos.

Carlos Albuquerque disse...

Olá, Manuela.
Também vi o programa.
Completamente de acordo.
MST não estava a comentar, nem a redigir um artigo de opinião. Tinha em estúdio um convidado seu para entrevistar que, malcriadamente, não deixou falar.
A vaidade e a prepotência marcaram a prestação de MST. Às duas por três pareceu-me estar a ver MMG no extinto jornal da TVI.
É bem verdade que no melhor pano cai a nódoa. Pena!
Oxalá MST reconsidere e se reveja, a tempo. Não gostava de o ver convencido de que é um iluminado, como aconteceu a MC.
Beijos

Maria disse...

A arrogância de MST começou ontem a vir ao de cima. Espero pelo próximo programa. Depois ou continuo a ver, ou risco...

:)))

Beijo.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Tenho de concordar. Aquele não é o estilo de MST, mas também sei que quando se lhe mete uma coisa na cabeça, não larga o osso. Não gostei de ver, porque este não é o MST que eu conheço.

Manuela Freitas disse...

Todos concordaram comigo e eu concordo em absoluto com os vossos complementos. O MST, tem agora um lugar de destaque para intervir, para já, decepcionou, esperemos que o saiba usar como deve ser e que não sirva para confronto com aqueles com quem está em desacordo, se continuar assim ainda fica a falar consigo próprio!...Deste estilo de jornalismo, já tivemos dose que chega!?...
Beijos para todos,
Manuela