«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 7 de março de 2010

UMA HOMENAGEM A GUNTHER ARGLEBE (1933-2010)



Gunther Arglebe iniciou-se aos seis anos no estudo de violino. Aos 12 entrou no Conservatório de Música do Porto na classe de Flauta, passando mais tarde para o curso de Viola. Em 1947, quando se fundou a Orquestra Sinfónica do Porto, passou a integrar a instituição como terceiro flautista, ascendendo rapidamente a líder da secção das flautas. Imbuído pelo sonho de dirigir uma orquestra, foi para Munique, frequentar o curso de Direcção de Orquestras, Ópera e Coros. Em 1962, regressou a Portugal exercendo o cargo director artístico da Orquestra de Câmara Pró-Música do Porto. Criou, mais tarde, na Juventude Musical do Porto, um coro e um grupo de ópera, levando à cena várias obras.Em 1967 foi criado o Círculo Portuense de Ópera.No mesmo ano Arglebe foi nomeado director do Orfeão Universitário do Porto e Maestro sub-director da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional. Foi ainda nomeado Principal Maestro Convidado da Orquestra de Câmara de Wurzburg, com a qual dirigiu os primeiros concertos na Alemanha.Em 1969 aceitou o convite para dirigir a Orquestra Sinfónica do Porto.Em 1992 foi convidado para integrar o projecto Orquestra do Norte ao lado de José Ferreira Lobo. Aqui desempenhou papel fundamental e estruturante, pela sua intervenção enquanto chefe de orquestra e também pela sua dedicação à organização e aconselhamento no plano artístico.
As suas qualidades intelectuais permitiram-lhe um pensamento abrangente sobre a partitura possibilitando-lhe assim uma abordagem profunda das obras cuja direcção tinha entre mãos. As afinidades com o reportório germânico eram evidentes. Este reportório permitiu-lhe trabalhar com rigor formal, muitas vezes austero mas eficaz, resultante da sobriedade, clareza e eficácia do gesto.Na linha dos grandes chefes alemães, o seu estilo interpretativo era sóbrio e de bom gosto. Evidente na fidelização ao texto, ao plano formal da obra, ao equilíbrio dos planos sonoros!A maior parte dos maestros portugueses são generalistas, mas poucos abordaram todos os géneros como Gunther Arglebe, e muito poucos a ópera!
[UMA PESSOA QUE ME HONRA DE TER CONHECIDO, COMO SÓCIA DA JUVENTUDE MUSICAL, COMO FREQUENTADORA ASSÍDUA DE CONCERTOS E PELAS LIGAÇÕES FAMILIARES QUE TENHO COM O CÍRCULO PORTUENSE DE ÓPERA]

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