«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quarta-feira, 10 de março de 2010

CLUBE LITERÁRIO DO PORTO


Se nunca foi ao CLUBE LITERÁRIO DO PORTO, vá, que vale a pena! Aí respira-se cultura, só paga o que consumir, um café, um chá, uma bebida...e pode assistir a um debate, a um recital de poesia ou de música, dos géneros mais variados. (Só pode ficar mais caro, se for como eu e se fascinar pelos livros, no CLP a tentação é enorme, mas o dinheiro é sempre bem gasto!...)

c l u b e l i t e r á r i o d o p o r t o aberto de segunda a domingo, das 9h30 à 1h
Rua Nova da Alfândega, 22 4050-430 PORTO Telefone 222 089 228

PARA SABER MAIS SOBRE O CLUBE LITERÁRIO DO PORTO

http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Clube-Literario-do-Porto-nasceu-ha-quatro-anos.rtp&headline=20&visual=9&tm=4&article=276063

OU

AGENDA CULTURAL :http://www.clubeliterariodoporto.co.pt/

EU TIVE UMA SUGESTÃO MUITO AGRADÁVEL, QUE ME PROPORCIONOU VIVER MOMENTOS DE GRANDE RIQUEZA, NÃO SÓ CULTURAL, MAS TAMBÉM EMOCIONAL!...

Clube de Leitores CLP/Edita-me - «Encontro com os autores»

Carla Madureira com a Obra «Retalhos Serenos»
Pedro Branco e Inês Girão com a Obra «Escolhas» (2ª Edição)

Pedro Branco apresenta o seu espectáculo «Encontro»


NOITE
Beija-me as lágrimas na noite
silenciosa
Deixa o teu cheiro pertinho de mim
sossegado.
Tenho este rio na saudade, frágil e
mariposa
Que me queima hoje a alma por todo o
lado.
Minha vida corre-me nas veias e eu
sorrio
Cada nuvem, fértil semente desta terra
que se semeia
Regresso a ti, fujo de todos, fico
perdido no meu rio
E não quero mais nada, adormecido
nesta teia.
Sou um poço escuro que não se vê
Uma flor colorida no peito dos
amantes
Na noite, o tempo passa e nem
sempre se crê
Janela aberta à dor de afinal ser tudo
somo dantes.
Onde está o futuro?
Essa pele feita canteiro, feita muro
Onde me prendo só para me libertar?
Onde está esse momento?
Cravado no passo mais forte do vento
Que na solidão ainda me sabe cantar?
Onde estás tu, mãe?
Que o vazio é tanto também
E os meus olhos, apenas pó?
Onde pára o meu grito?
Esse ardor de morte e maldito
Que não me deixa nunca mais ficar
só?
Vale a pena a cidade, o marinheiro,
A melodia gananciosa?
Se tudo é um acordar compulsivo em
aguaceiro
Onde fica esta lágrima na noite
silenciosa…

PEDRO BRANCO

5 comentários:

Maria Josefa Paias disse...

Que bom, Manuela, haver esses espaços que, tal como o descreve, me deixam com pena de estar a centenas de quilómetros, se não iria até lá agora mesmo:))

Beijinho.

Sandra Botelho disse...

Que lindo poema amiga.
Se tudo é um acordar compulsivo em
aguaceiro
Onde fica esta lágrima na noite
silenciosa…
Onde ela fica?
Hoje esta em meus olhos...
Bjo doce para alguem idem.

Maria disse...

E eu que fico logo como sabes quando leio este poema, ou outros, do Pedro Branco...
Foi uma tarde bem passada, sim senhora!

Um abraço, forte.

Graça Pereira disse...

Lindo poema de Pedro Branco.
E onde fica este espaço?? Santa Ignorância! Vais matar-me...
Beijocas
Graça

Sonia Schmorantz disse...

Lindo poema de Pedro Branco, pena eu estar do lado de cá do oceano!
beijos