«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sábado, 7 de novembro de 2009

CRIANÇAS EM RISCO


Há 8 900 processos sinalizados pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens da Área Metropolitana do Porto. A maioria das queixas são por negligência parental. Paula Martins coordenadora desta comissão, adiantou que o número é grande e preocupante. A negligência está no topo das queixas, num quadro familiar em que o agressor ou é alcoólico ou toxicodependente e as crianças sofrem violência física e psicológica, devido a agressões e discussões entre os seus progenitores. A negligência também pode ser, não levar as crianças ao posto de saúde, dar-lhes uma alimentação inconveniente para a idade e não lhe ensinar os de hábitos de uma higiene básica.
Foram dois dias de debates na Fundação Cupertino de Miranda e por aquilo que constatei há muitas vontades, mas poucos recursos: falta de espaços, sistemas informáticos ultrapassados, falta de pessoal especializado. Os processos são muitos e exigem investigação e análise profunda. A maioria dos casos concentram-se em bairros camarários, onde é difícil trabalhar, por vezes é necessário acompanhamento policial. O CPCJ foi criado em 2004. Todos foram unânimes que é necessário redescobrir novas formas de intervenção.

4 comentários:

Carlos Albuquerque disse...

A realidade aqui retratada, que infelizmente anatematiza quase todo o país, é angustiante.
É, sem dúvida, necessário redescobrirem-se novas formas de intervenção.
Perante a passividade do mundo político, sempre tendente a fechar os olhos ao que o incomoda, a Sociedade Cívil tem que encontrar formas de combater esta realidade. O trabalho em pequenas comunidades organizadas seria uma via, só que o grande obstáculo, penso eu, está no egoísmo dominante!
BJS

Manuela Araújo disse...

Esses números são demasiado altos. Uma criança em risco é já demais. E infelizmente, deve haver muitas em risco que não foram sinalizadas. Deve ser uma prioridade do governo e das autarquias proteger essas crianças.

Chá das Cinco disse...

Eu tenho pena das crianças que não pediram para nescer e pela falata de maturidade dos paos elas sofrem.
Saudades de você no Chá
Bjs

Ana Paula Sena disse...

Um alerta importantíssimo, Manuela! Conheço bem a questão, mas sobretudo na área da Grande Lisboa. Sou totalmente a favor de que se criem novas formas de intervenção. O problema tem que passar pela consciencialização de toda a sociedade, assim como pelo contributo de todos, ainda que de diferentes formas.

Bom domingo e um abraço :)