«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 8 de novembro de 2009

A PROPÓSITO DE MÚSICAS...

Ontem foi uma noitada de miscelânea musical, muito Zeca Afonso (Venham Mais Cinco, Maio Maduro Maio, O que faz falta, Vampiros...), canção popular variada… até Piazzola, Monti, Carl Orff…
Gosto especialmente de os CARMINA BURANO, de Carl Orff, por várias razões...uma delas é porque foi a ópera que mais ouvi, não sei quantas vezes, mas foram realmente muitas!


[Os carmina burana (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) são textos poéticos contidos num importante manuscrito do século XIII, o Codex Latinus Monacensis, encontrados durante a secularização em 1803, no convento de Benediktbeuern - a antiga Bura Sancti Benedicti, fundada por volta de 740 por São Bonifácio, nas proximidades de Bad Tölz, na Alta Baviera. O códex compreende 315 composições poéticas, em 112 folhas de pergaminho, decoradas com miniaturas. Actualmente o manuscrito encontra-se na Biblioteca Nacional de Munique.Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e militares de Munique, teve acesso a esse códex de poesia medieval e arranjou alguns dos poemas em canções seculares para solistas e coro, "acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”. (Wikipédia)]

A minha filha cantou no coro infantil do CPO e esse coro participou nos Carmina Burano e eu tinha que a levar aos ensaios e depois aos espectáculos, não só no Porto, como a Lamego, Leiria, Coimbra e Lisboa (Teatro da Trindade). Por questões sentimentais, em que também está presente um grande convívio com os elementos do CPO, estou muito ligada a esta ópera.
Para quem não saiba o CPO, é o Círculo Portuense de Ópera, instituição antiga, que subsiste por amor à Arte, tenho familiares que cantam no Coro dos adultos, há anos, têm que ir aos ensaios, vários dias por semana, aos concertos e não ganham absolutamente nada.
A vocação do CPO é a realização de óperas e foi através do mesmo que pude conhecer o reportório operístico mais acessível e também de maior agrado público: Traviata, Rigoletto, Trovador, D.Carlos de Verdi, La Bohéme e Tosca de Pucinni, Elixir de Amor de Donizetti, Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro Don Giovanni, Così Fan Tutte de Mozart, O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, etc.
O CPO, organiza espectáculos de ópera, se tiver subsídios, já que é impensável que um espectáculo de ópera possa ser pago pela bilheteira, mas devido à política cultural do Presidente da Câmara, Rui Rio, que praticamente desde que ocupou o lugar, cortou os subsídios ao CPO, o mesmo só subsiste através das Noites de Ópera, espectáculos feitos de excertos de várias óperas.
Considero injusta a situação em que está o CPO, devido ao serviço que pode prestar aos apreciadores de ópera, tratando-se também de uma instituição reconhecida, que já apresentou trabalhos de muito mérito. De notar que o CPO, já esteve um mês em digressão em Itália.


Considero que a evolução de uma cidade, está na cultura que tem para oferecer e que logo em principio deve ter a sua Companhia de Teatro, de Bailado, de Ópera e a sua orquestra. Relativamente ao teatro, temos o S. João (peças mais clássicas) e o Carlos Alberto (teatro de vanguarda), de Bailado temos que esperar pela tournée da Companhia Nacional de Bailado, Ópera é só o que vai chegando ao Coliseu através das companhias do leste e temos a Casa da Música, onde ficou sediada a ONP e onde foi criada o Remix, orquestra vocacionada para a música contemporânea. Na Casa da Música, há todas as músicas, menos ópera, o palco foi construído segundo um projecto, em que a ópera não era contemplada, porque não tem fosso para a orquestra.
A Cultura no país, é sempre o parente pobre na distribuição de verbas, sei que há problemas bastante graves e prioritários no nosso país, mas também sei que se gasta muito dinheiro, por conveniências e interesses.

3 comentários:

Carlos Albuquerque disse...

Claro que há problemas graves e prioritários. Desprezar a cultura só os agravará! Como é que mentes obscuras, embrutecidas, os poderão resolver!?
Que futuro terá um povo feito calhau com pedras?
Beijos

Sonia disse...

Uippp...!!!Esse blog é demais para os meus neurônios!(Risos)
Eu acho que sem cultura,infelozmente sempre esta por último em tds os países!Pior que uma nação depende dela!
Bjsss...linda amiga!

Elaine Barnes disse...

Infelizmente um pais onde falta cultura é o mesmo que a despreza, tem muitas prioridades sim,mas,é preciso também dar a Cesar o que é de cesar né!? Se a cultura fosse fundamental,não teríamos tanta ignorancia e violencia. bjão