«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 15 de novembro de 2009

FRANÇOIS TRUFFAUT (1932-1984)

Depois de uma fase de «enfant terrible», consequência de não ter conhecido o seu pai biológico e ter sido rejeitado pela mãe, a sua infância e adolescência, foi marcada pela rebeldia, deliquência e internatos. ( O seu primeiro filme, 400 Golpes aborda este período da sua vida) Desistiu de estudar, viveu de expedientes e dedicou-se muito cedo ao cineclubismo, o cinema era a sua paixão, depois de uma vida difícil, foi salvo pelo escritor e crítico de cinema, André Bazin, que passou a ser o seu «mentor». Truffaut, tornou-se um autodidacta, esforçando-se por ver três filmes por dia e ler três livros por semana. Bazin introduziu-o em grupos de estudiosos do novo cinema, até que surgiram os famosos,"Cahiers du Cinéma", onde Truffaut começou a ser conhecido e suscitou muitas polémicas com os seus artigos. Dos Cahiers, faziam parte outros jovens promissores: Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jacques Rivette, Jean-Luc Godard, entre outros. Como crítico, François Truffaut desenvolveu a sua famosa "Politique des auteurs". Neste conceito, o filme era considerado uma produção individual, como uma canção ou um livro. Truffaut defendia que a responsabilidade sobre um filme dependia quase que exclusivamente de uma única pessoa, o realizador. Para ele, o grande representante da sua teoria, era o director Alfred Hitchcock. A "Politique des auteurs" foi a base para o surgimento de um movimento que revolucionaria o cinema francês a Nouvelle Vague, que defendia tanto a produção autoral como também uma produção intimista e de baixo custo. Truffaut começou a fazer curtas-metragens e depois foi assistente de produção de Rossellini.

Os 400 Golpes, foi um grande sucesso internacional, que inaugurou a "Nouvelle Vague". Para fazer o papel de actor principal, foi escolhido um jovem, Jean-Pierre Leaud. Com 14 anos, Leaud interpretaria Antoine Doinel, alter-ego de Truffaut. Assim como Bazin foi um pai para Truffaut, este seria o grande mentor de Leaud e foi o actor de muitos dos seus filmes.


ALGUNS DESTAQUES - Jules et Jim, é considerado uma das obras-primas do movimento. Obra sui-generis na filmografia do director. Fahrenheit 451, filme inspirado na ficção do escritor norte-americano Ray Bradbury, narra a história de uma sociedade totalitária, onde os livros foram banidos. A Noite Americana, uma das obras mais famosas de Truffaut, venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além de três BAFTAS. A História de Adèle H., com a actriz francesa Isabelle Adjani, foi inspirado no diário de Adèle Hugo, o filme narra a paixão ensandecida da filha do poeta francês Victor Hugo, pelo Capitão Albert Pinson. Um dos mais premiados filmes do director foi, O Último Metro.





[GRANDE PARTE DESTES FILMES, PASSARAM NO CINECLUBE DO PORTO E NO CINECLUBE DO NORTE, QUE INFELIZMENTE ESTÃO INACTIVOS E FAZEM FALTA.
UM PÓLO DA CINEMATECA NO PORTO, APESAR DE MUITO SOLICITADO, TEM SIDO ADIADO. NÃO COMPREENDO PORQUÊ JÁ QUE NA SEC, HÁ A SALA DE CINEMA DA CASA DAS ARTES, HÁ ALGUNS ANOS ENCERRADA! SITUAÇÕES INCOMPREENSÍVEIS!?...]



4 comentários:

Malu disse...

Olá, Manuela!
Vim aqui para conhecer tuas páginas que são belíssimas.
Aprecio toda ARTE porque ARTE é sugestão, é o olhar profundo para dentro do tudo e do nada e deles poder vislumbrar os sentimentos do MUNDO.
Aqui tem um pouco de tudo: poesia, cinema, história, música...
Com certeza virei mais em teu espaço.
Abraços

Paula Raposo disse...

Vi vários filmes de Truffaut. Não tinha ideia é que tinha morrido há tantos anos.
Beijos.

Mar Arável disse...

Sempre oportunos

os seus comentários

Manuela Freitas disse...

Truffaut, para mim foi a nível do cinema uma pedra basilar. Deu-me outra perspectiva de cinema, a partir do momento em que me tornei sócia do cineclube e pude ter acesso à leitura dos Cahiers e a ter também a possibilidade de ver os seus filmes antigos (dele e de outros). Já não me lembro bem, como era a nível da censura, mas a nível mais restrito, ainda era possível ver qualquer coisa.
Confesso que antes disso eu ia ver os filmes pelos actores, pelos mais «charmosos» o que não quer dizer que também não visse bons filmes.
Beijinhos pela vossa visita.
Manuela