«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SIDA NA ÁFRICA DO SUL

O VIH, afecta na África do Sul, 18,1 por cento da população adulta, 5,7 milhões de pessoas com mais de 15 anos. Destas, 3,2 milhões são mulheres. Bebés e crianças com menos de 14 anos, ascendem a 280 mil. UNAIDS (Programa das Nações Unidas Contra a Sida), avança, ainda com outros números: 350 mil mortes por ano, 1,8 milhões desde o inicio da infecção e 1,4 milhões de crianças órfãs.
À volta das cidades há as townschip, aglomerados imensos feitos de contentores e de barracas de chapa de zinco, são as informal houses, onde vive grande parte da população negra e a maioria dos migrantes, que chegaram á procura de situações melhores. Uma miragem! Naquelas comunidades o quotidiano das pessoas é pobreza, desemprego, iliteracia. Condições ideais para a transmissão do VIH, que nestes locais ronda os 50 por cento.
As pessoas com HIV, não assumem a sua doença, porque são repudiadas pela comunidade, que lhes vira as costas. Mesmo as crianças são rejeitadas. Pela ignorância, preconceito, temor as pessoas com a doença fazem tratamentos à base da medicina tradicional. Muitas mulheres sabem que têm a doença, quando ficam grávidas, mas não querem dizer aos seus companheiros, para não serem rejeitadas, quando foram eles que as contaminam. A situação tornou-se numa pandemia, na faixa dos 15/24 anos, muitos jovens já contraíram a doença, porque que começam a actividade sexual muito cedo.
Outro grande problema é a assistência. A África do Sul é o país mais desenvolvido do continente, mas a medicação só chega a 28 por cento dos doentes. Sem acesso encontram-se 1,7 milhões de pessoas. Números que assustam, mas segundo a UNAIDS, já foram piores, no país que regista a maior pandemia do mundo (em número de pessoas infectadas), o combate à infecção começa a dar os primeiros sinais de abrandamento, porque o governo foi obrigado a olhar de outra maneira o problema e pela colaboração de várias ONGs.


Relativamente às crianças, as avós têm tido um papel de relevo, enfrentando a responsabilidade de criar os seus netos órfãos, muitos deles que já nasceram com sida. Mulheres que são consideradas umas heroínas, porque já tiveram uma vida de sofrimento com a exclusão, devido ao «apartheid».

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