
À volta das cidades há as townschip, aglomerados imensos feitos de contentores e de barracas de chapa de zinco, são as informal houses, onde vive grande parte da população negra e a maioria dos migrantes, que chegaram á procura de situações melhores. Uma miragem! Naquelas comunidades o quotidiano das pessoas é pobreza, desemprego, iliteracia. Condições ideais para a transmissão do VIH, que nestes locais ronda os 50 por cento.
As pessoas com HIV, não assumem a sua doença, porque são repudiadas pela comunidade, que lhes vira as costas. Mesmo as crianças são rejeitadas. Pela ignorância, preconceito, temor as pessoas com a doença fazem tratamentos à base da medicina tradicional. Muitas mulheres sabem que têm a doença, quando ficam grávidas, mas não querem dizer aos seus companheiros, para não serem rejeitadas, quando foram eles que as contaminam. A situação tornou-se numa pandemia, na faixa dos 15/24 anos, muitos jovens já contraíram a doença, porque que começam a actividade sexual muito cedo.
Outro grande problema é a assistência. A África do Sul é o país mais desenvolvido do continente, mas a medicação só chega a 28 por cento dos doentes. Sem acesso encontram-se 1,7 milhões de pessoas. Números que assustam, mas segundo a UNAIDS, já foram piores, no país que regista a maior pandemia do mundo (em número de pessoas infectadas), o combate à infecção começa a dar os primeiros sinais de abrandamento, porque o governo foi obrigado a olhar de outra maneira o problema e pela colaboração de várias ONGs.

Relativamente às crianças, as avós têm tido um papel de relevo, enfrentando a responsabilidade de criar os seus netos órfãos, muitos deles que já nasceram com sida. Mulheres que são consideradas umas heroínas, porque já tiveram uma vida de sofrimento com a exclusão, devido ao «apartheid».
Sem comentários:
Enviar um comentário