«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




terça-feira, 13 de abril de 2010

INFANTICÍDIO

Fico bastante impressionada quando sou confrontada, com o assassínio pelos pais, de crianças, algumas ainda bebés.
Pela ordem natural das coisas, os pais morrem primeiro que os filhos, mas durante séculos de História, o infanticídio não só não era condenado nem criminalizado, como servia de regulação social. Na Grécia Antiga e no Império Romano, a morte dos descendentes era aceite, para equilibrar a escassez de alimentos. Também era natural matar impunemente se a criança fosse imperfeita ou considerada uma afronta para o pai. Só século IV, com o Cristianismo, o infanticídio passou a ser pecado, mas durante muitos séculos o pai era dono e senhor dos seus filhos, era tácito o pensamento de quem deu a vida a podia tirar. (Ainda há países onde se mata os filhos impunemente). A real consciencialização dos direitos da criança, foi um processo muito lento, a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, tem pouco mais de 20 anos, data de 1989.


Estive a ler um artigo sobre esta matéria e a teoria mais consensual, para explicar por que razão os pais matam intencionalmente os filhos é a total ausência de razão.

Daniel Sampaio, Prof. Catedrático de psiquiatria e Saúde mental, fala em actos perpetrados por pessoas «com patologia da personalidade ou em situações de psicose»; Manuel Sarmento, sociólogo, refere uma situação de «anomia», ou seja, uma desagregação do tecido social, muito comum em situações de crise, desemprego, empobrecimento e desigualdade»; Alda Mira Coelho , pedopsiquiatra, chama-lhe «grave perturbação psiquiátrica, descontrole emocional dos impulsos»; Ana Queirós, psicóloga clínica, especializada em neuropsicologia e demências, defende a existência de uma «anomalia cerebral» caracterizada nos criminosos por uma «amígdala mais volumosa e por uma área pré-frontal diferente». Todos são unânimes em considerar esse tipo de assassínio de: anormal, desumano, antinatural, grotesco e repugnante.
Algumas notícias…
Pai mata filho de cinco meses, já com antecedentes de agressões físicas…
Pai estrangula filha de sete anos, em processo de separação…

Mãe atira-se com um filho de seis anos ao rio, que julgava ter uma doença incurável…Ela foi resgatada viva, mas o filho morreu…
Mãe mata filha de 14 anos com um tiro, ex-médica, depressiva acabou por se suicidar a seguir…
Pai mata filho de sete anos, tencionava matar-se, mas foi preso. Fugiu da prisão e suicidou-se…
Fonte:JN

5 comentários:

Bordados e Retalhos disse...

Muito triste saber que pais matam seus própios filhos. ou seja, matam aquele que deviam proteger. Também por aqui leio quase todos os dias casos assim. As vezes não matam, porém maltratam de todas as formas. Onde vamos parar? Bjs

Junia Ansaloni disse...

Manu, gostei do texto !!! Concordo plenamente ...Perda de razao...
Gostaria de agradecer os elogios e o carinho là no blog...Bjim

manuel marques disse...

Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento.

Albert Camus.

Beijo.

direitinho disse...

Penso que não são os pais que dão vida aos filhos e como tal tambem não tem direito de lha tirar.
A vida é algo inexplicável que nos põe em movimento.
Tantas pessoas hoje defendem os animais mas ainda assim há homens capazes de fazer atrocidades com os seus próprios filhos.
=loucura= Deus nos guarde das guerras onde as pessoas se matam,mas mais ainda nos guarde de matarmos os nossos próprios filhos.

ney disse...

Nem consigo entender essas e outras monstruosidades da humanidade, fogem a qualquer razão e emoção. Pior que existem pelo mundo inteiro, explicadas ou não, estão ai e podem ser constatadas.
Impossível entender o que chamamos de "humanos", acho que vou concluir essa passagem pela vida sem muitas respostas. Mas o pior mesmo é quando chamam de "culturas", ai trava tudo, porque só entendo a da liberdade e respeito ao próximo. É um mundo louco. Abraço/ney.