«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sábado, 24 de abril de 2010

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

No início da década de setenta mantinha-se vivo o salazarismo. Mesmo em plena Primavera Marcelista, Marcelo Caetano, que sucedeu a Salazar (em 1970, ano da morte do ditador), não destoou, não quis ou não pode! Há opiniões diversas.
Qualquer tentativa de reforma política era impedida pela própria inércia do regime e pelo poder da sua polícia política (PIDE). Nos finais de década de 1960, o regime exilava-se, num Ocidente de países em plena efervescência social e intelectual e cultivava outros ideais: defender o Império pela força das armas.
O contexto internacional era cada vez mais desfavorável ao regime. No auge da Guerra Fria, as nações dos blocos capitalista e comunista começavam a apoiar e financiar as guerrilhas das colónias portuguesas, numa tentativa de as atrair para a influência americana ou soviética. A intransigência do regime, atrasou o processo de descolonização.
Os vários conflitos forçavam Salazar e o seu sucessor Caetano a gastar uma grande parte do orçamento de Estado na administração colonial e nas despesas militares (muitos portugueses eram obrigados a combater uma guerra que não lhes dizia nada, outros exilaram-se para não ir combater). A administração das colónias custava a Portugal um pesado aumento percentual anual no seu orçamento, que contribuía para o empobrecimento da economia portuguesa e muitos tiveram que emigrar para o estrangeiro, procurando melhores condições de trabalho.
Esta situação teve um fim, no dia 24 de Abril de 1974. Às 22h 55m foi transmitida pela rádio a canção «E depois do Adeus». Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas, que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado. O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção «Grândola, Vila Morena», de José Afonso, que confirmava o golpe e marcava o início das operações.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada. Derrubaram os esteios do antigo regime, destituíram o Presidente da República e o Governo de Marcelo Caetano. Uma Revolução praticamente sem sangue, já que só ocorreram 4 mortos, alvejados pela PIDE.
Uma grande massa popular saudou o movimento revolucionário, o passo essencial para a Democracia. Depois viveram-se tempos agitados, mas foi extinta uma ditadura que marcou os portugueses, desde 28 de Maio de 1926 até 25 de Abril de 1974.



4 comentários:

Maria disse...

25 de Abril sempre!
Em dia de emoções tantas...

Um beijo e um cravo vermelho.

Lata de Luxo disse...

Ola.
Lembro dessa epoca que marcou tao profundamente nossos irmaos portugueses.Nos brasileiros tambem sofremos com uma ditadura amarga que representou muito sofrimento para o nosso povo.Felizmente nossos povos se tornaram livres desse regime cruel.
Grande abraco.zenaide storino.

Memória de Elefante disse...

Que a liberdade impere sempre!

Bela canção, não conhecia!

Um beijo

Memória de Elefante disse...

Manuela!

Assisti ao vídeo e depoimentos que me fizeram compreender melhor a Revolução dos Cravos.

PS:ótimo vídeo e acho que antes me referi a ele como canção, o que não deixa de ser a canção da liberdade de um povo!

Muito bom!
Beijo e ótima semana para ti!