«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 29 de abril de 2010

A PRINCESA «PETRUSKA»

Gatinha de 10 anos, muito mimadinha.

Eu até nem gostava de gatos, gostava mais de cães. Tive um rafeiro durante 14 anos, ele era doido por mim e eu doida por ele, porque ele era todo atenções e cheio de delicadezas. Se eu chorava sentava-se à minha frente a ganir, parecia até que estava a chorar, se me deitava por estar doente, lá ia ele para a minha beira. Onde eu estivesse lá estava ele. Sabia a hora a que eu chegava a casa, dizia-me a minha mãe. Se eu calçava os ténis, ficava a ladrar aos saltos para o sítio onde estava a trela, já sabia que ia passear. Se estava a ouvir música, deitava-se de papo para o ar, com os olhos meios abertos, meio fechados, parecia estar a fruir a música. Como gosto de música clássica, naquelas partes de violino «virtuosíssimas» armava uma cantoria tremenda. Íamos para a neve, lá ia ele, nas descidas em «sku» como eu, por todo o lado. Se íamos para a praia, ia prazenteiro à janela com orelhas de aviador. Íamos para as praias mais solitárias e para onde eu fosse a nadar, ia também. Enfim, como se pode esquecer um cão destes!..Todos nós gostávamos muito dele, mas ficou doente, irreversivelmente doente e como o sofrimento dele já era muito e o nosso também, a solução do veterinário foi a eutanásia. Está enterrado numa quintinha da família.Depois disto, andei não sei quanto tempo com o cheiro dele nas narinas e passado dois anos, disse ao meu filho, se queres dar-me alguma coisa no Dia da Mãe dá-me um gato. Outro cão custava-me a meter cá em casa, mas sentia a falta de um animal e assim veio a gata.

Inicialmente era pequenina, tinha piada e depois comecei a dedicar-me, mas ela é arisca e sempre preferiu o meu marido, que ultimamente é que a levava ao veterinário e da última vez disse-me: em Abril temos que levar a Petruska para ela fazer análises.
-Análises!?...
-Sim análises!.. A gata está muito gorda, só pode comer determinada comida que eu comprei e nada de extraordinários. Como está gorda precisa de fazer análises!..
Fiquei admirada, mas nem disse mais nada. A semana passada foi fazer análises e eu vi logo que ia ser «nota preta»!...

Espetaram-lhe uma agulha na veia de uma das patas, portou-se melhor que a minha filha!
Resultado: insuficiência renal, início de problemas no coração, fígado, colesterol…
Medicamentos, comida de dieta e depois a conta!..Eu olhei de soslaio e bastou!..Nem merece a pena dizer por quanto ficou esta brincadeira, é escandaloso…choca-me pensar em quem passa mal!.. Ainda falamos como eram tratados os animais antes, na soleira da porta, no quintal, a comer os restos…e agora em casa, com todas as mordomias: comidinhas especiais, bisnaga para desfazer os pelos no estômago, para cuidar dos dentes, vacinas, coisas para o pelo…caminha de boutique, heim!?...

QUEM ME DERA SER GATA!?...rsrsrsrsr....
(fografias da Marta Sofia)

6 comentários:

Carlos Albuquerque disse...

Um rafeiro assim! Até gostava de música clássica e de fazer "sku".Que maravilha! Compreendo que a sua partida tenha deixado saudades.
Quanto à Petruska, se ela falasse diria, certamente, ser uma gata sortuda por viver numa casa de gente de bem!
Um abraço

Maria disse...

Uma gata chique!!!!
Aqui não pode haver bichanos desses (nem dos outros, rafeiros), porque a alergia não deixa!

Um beijo.

Memória de Elefante disse...

Manuela!

Fiquei encantada e acredito que quem ama cuida, eis aqui a confirmação.Caso contrário é melhor não ter.
A Petruska em tudo me lembra um gato de uma amiga que também era "obeso"e extremamente fascinante durou acredite só 25 anos e deixou muita saudade!

Adorei conhecer a tua Petruska, ainda não tenho gatos, mas estou aos poucos pensando na idéia.Eu que também era toda dos cães, aprendi a amar os felinos.

Um beijo

manuel marques disse...

Também gosto muito de gatos ,tenho dois ,já não passo sem eles.

Beijo.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Em miúdo também não gostava d gatos, era só virado para os cães e tive muitos. Hoje, se pudesse escolher, teria um gato porque gosto daquela independência e altivez.

Nes disse...

Ola Manuela.

De sempre tivemos animis na casa, ainda agora os temos.

Gustanme moito os animais, pero recordo cando me morreu o ultimo can, chorei moito.

Agora o que teño, que foi recollido xa que estaba abandonado no monte, esta vello, e doeme velo como xa non pode saltar os muros.

Eu dende hai moito tempo que non teño gato, teño gata, xa que o ultimo gato que tiven votouse a mala vida.

O mou bribon dormia dentro pero cando foi de mozas tardou tanto en voltar que si che digo a verdade non esperaba que voltase.

Fixo e o seu estado era lamentable, delgado , parecia un esqueleto, pero debeulle gustar tanto esa vida que dispois de repoñerse unha tempada voltaba a marchar, ata que unha vez non supen maís del.

Adoro as gatas, son maís fieis.

Un biko.

NES