«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quarta-feira, 14 de abril de 2010

ONDE ESTAVAS NO 25 DE ABRIL? (BB)

Vinte e poucos anos, casada, com um lindo e fofo bebé. Não tinha na prática luta contra a ditadura, mas tinha conhecimentos do que se ia passando, através de familiares e amigos, de livros e jornais, o que a censura permitia ler e que era pouco. O grupo liberal, que surgiu na então Assembleia Nacional ia causando alguma agitação: Sá Carneiro, Miller Guerra, Magalhães Mota, Mota Amaral e Pinto Balsemão. Em 73 este último fundou o Jornal Expresso.
No dia 25, levantei-me para ir trabalhar. Gosto de ter sempre um rádio no quarto-de-banho e tive as primeiras informações, de que algo tinha acontecido em Lisboa. Quando cheguei à Pr. Da Liberdade o movimento era inusitado para aquela hora. Muita gente se concentrava junto aos placards dos principais jornais (os principais jornais estavam lá localizados) e aí detalhava-se de forma ainda vaga os acontecimentos. Tratei logo de comprar um jornal e fui trabalhar. Obviamente que o clima era muito tenso, todos estavam muito exaltados, todos se sentiam presos a vontade era ir para a rua e saber mais, mas ali ficamos amarrados. Os que podiam sair, traziam mais notícias e as últimas edições dos jornais. Eu nunca comprei tantos jornais como naquela altura, fiz uma colecção de vários títulos e das suas edições especiais, colecção que até já cedi, para uma exposição e continuo a guardar.
Gradualmente os fervilhantes acontecimentos iam chegando.


UM GRUPO DE CAPITÃES TINHA FEITO UMA REVOLUÇÃO PARA DEPOR A DITADURA EM QUE SE VIVIA E TUDO CORREU BEM E SEM SANGUE.
ATÉ À CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA, HOUVE MUITA AGITAÇÃO E MUITAS PRESSÕES, FORAM UNS TEMPOS MUITO CONTURBADOS. NO DIA A SEGUIR À REVOLUÇÃO TODOS ESTAVAM AO LADO DA MESMA, DEPOIS SURGIRAM AS DIVERGÊNCIAS. PARA MIM FORAM ACONTECIMENTOS VIVIDOS INTENSAMENTE E QUE SÃO INESQUECÍVEIS.
(É MEU PROPÓSITO ATÉ AO DIA 25 DE ABRIL, LEMBRAR POEMAS, MUITOS DELES QUE MOTIVARAM AS CANÇÕES DE INTERVENÇÃO/ REVOLUCIONÁRIAS)


3 comentários:

Glorinha L de Lion disse...

Oi Manu, outro dia vi na Tv um filme com a Maria Medeiros, no qual além de atriz principal ela é tb diretora...não me lembro do t´tulo, mas é justo sobre a Revolução dos Cravos...creio que é a estória dos pais dela e ela pequena ainda conta como tudo aconteceu...eu gostei e pude saber mais a fundo como ocorreram os fatos...
Os militares acabaram ficando no poder não é?
Beijos.

Maria disse...

A partir da quadra da Grândola que foi lida ao microfone fiquei à espera... e às 6.30 da manhã tinha o telefone a tocar...
O resto foi tudo muito intenso!

:)))

Um beijo.

manuel marques disse...

Na altura estava a tirar curso de mergulhador (vigia)na esquadrilha de submarinos no Alfeite.
Estive por dentro da revolução,ocupei o edificio da sede da Pide, na António Maria Cardoso.
Tempos idos que jamais esquecerei.

Beijo.