«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CONSULTAS FILOSÓFICAS

Eu não tinha conhecimento, mas a Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico, já existe desde 2004 e, já existem vários consultórios de consultas Filosóficas. Os clientes são pessoas que se debatem com dilemas éticos e males existenciais. Como: QUAL O SENTIDO DA VIDA? O QUE É A FELICIDADE? DEUS EXISTE? Os conselheiros dizem que é tempo de tirar a Filosofia das escolas e universidades e torna-la útil no dia-a-dia.
Estas consultas de filosofia, também são uma forma de alargar o campo de acção às pessoas formadas em Filosofia, quando a via pedagógica deste curso, está em declínio. Admitem que as pessoas devem ter cuidado, porque é natural que apareçam «charlatões». A clientela é essencialmente de pessoas licenciadas, que já fizeram psicoterapias e principalmente do sexo masculino.
Esta terapia praticamente está a começar em Portugal, mas já existe há 20 anos. Começou com o alemão Gerd Achenbach e daí se espalhou para Inglaterra, Canadá, Israel. No Brasil chamam-lhe Filosofia Clínica. O grande empurrão, no entanto surgiu com o livro: MAIS PLATÃO, MENOS PROZAC, de Lou Marinoff, que se tornou um «best-seller».
Jorge Humberto Dias, conselheiro filosófico, diz que as situações mais frequentes no seu consultório são o desespero perante o futuro, a indecisão perante dilemas, a angústia perante a morte, as dificuldades na gestão dos conflitos. As situações-tipo são, os divórcios, mortes de pessoas próximas, doenças graves, conflitos familiares.
A Filosofia ao serviço da comunidade, já teve realmente uma «praxis», por exemplo Descartes foi conselheiro da rainha da Suécia e Aristóteles de Alexandre, O Grande. Sócrates era um filósofo que andava pelas ruas a interpelar as pessoas. Os grandes filósofos da Grécia Antiga, eram respeitados como conselheiros.
SOBRE TUDO ISTO, CONSIDERO QUE É ÚTIL, PARA AS PESSOAS QUE NECESSITEM DE FALAR DE PROBLEMAS FILOSÓFICOS, DISPONDO ASSIM, DE UMA PESSOA COM PREPARAÇÃO PARA DIALOGAREM. MUITO PIOR É IREM À BRUXA, AOS VIDENTES E A GENTE EQUIVALENTE, ONDE PROLIFERAM DE FACTO OS MAIORES «CHARLATÕES».

[MARIA JOSEFA, DÊ O SEU PARECER...TODOS PODEM DAR, CLARO!..]

5 comentários:

Ana Paula disse...

A meu ver, é sem dúvida muito melhor do que ir à bruxa :)

No entanto, só acho positivo, desde que não funcione como substituto da filosofia enquanto disciplina que ensina a pensar, estando presente no currículo de estudos do secundário.

Mas, se há algo em que acredito, é na filosofia como praxis. Basta um pequeno gesto: pegar num livro de um bom filósofo e pensar. Claro que há quem possa precisar de apoio na busca filosófica...

Muito obrigada pelo tema. Interessa-me particularmente.

Um abraço, Manuela.

Ana Paula disse...

Corrijo: pegar num livro de um bom filósofo, lê-lo e pensar.
Sim, porque não se faz filosofia por osmose :)

Peço desculpa pela imprecisão.

Maria Josefa Paias disse...

Cá estou a aceitar o desafio, Manuela!
O aconselhamento ético-filosófico é mais eficaz para determinadas patologias, porque não se fica, como o aconselhamento psicológico, apenas pela análise dos problemas e das emoções, ficando as pessoas, muitas vezes durante anos, dependentes dos psicólogos sem saírem do capítulo das emoções.
O aconselhamento através de pessoas formadas em Filosofia e com pós-graduação em Aconselhamento Ético-Filosófico, passa por cinco fases cujas iniciais são P.E.A.C.E. (problema-emoções-análise do problema-contemplação-equilíbrio), portanto, vai mais fundo do que as duas fases da psicologia, e em muitos casos a pessoa não necessita mais do que um ou dois dias para alcançar o tal equilíbrio emocional que é o objectivo deste processo, havendo sempre o apoio de livros de um ou mais filósofos que sejam adequados e sugeridos para cada caso.
O que este tipo de terapeuta também faz é envolver a própria pessoa com problemas em todo o seu processo de cura, não se limitando a ouvi-lo, mas propondo-lhe situações, imaginárias ou não, para saber como ela as resolveria.
Por isso, não há comparação, nem nos métodos nem nos objectivos.
E para já é o que me ocorre, Manuela.
Um beijinho.

Manuela Freitas disse...

Olá Ana Paula
Num mundo em que parece que se perdeu o tempo para pensar, pensar é muito importante, assim como manter no ensino a disciplina de filosofia, para exercitar o pensamento desde cedo.
Como dizia Descartes «penso logo existo» ou será «existo logo penso», como diz o António Damázio?
Bjs

Manuela Freitas disse...

Olá Maria Josefa
Agradeço que tenha aceitado o desafio, que foi enriquecedor para mim, na medida em que abordou a questão de uma forma muito clara.
Pratica a terapia filosófica?
Às vezes o meu equilíbrio emocional...anda...mal!
Mas também tem influência o contexto, a conciliação com pessoas próximas, mas diferentes e...blá, blá, blá...então vem aqueles males estares existenciais...que ando aqui a fazer? Porquê? Porquê? Porquê? Este também deve ser um padecimento muito comum, não é?
Vai-se vivendo e como diz um dos meus amigos bloguistas: VIVA A VIDA!...
Beijinhos