«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

BARACK OBAMA - NOBEL DA PAZ


Este prémio foi uma surpresa, não premeia uma pessoa, que tenha uma vida de lutador pela paz, premeia mais uma «ESPERANÇA DE PAZ», concordo com o que diz a Jornalista, Teresa de Sousa, do Jornal Público.

A notícia caiu como uma bomba. Era absolutamente inesperada. Desencadeou todas as emoções. O Nobel para a esperança. O Nobel para o homem que simboliza a esperança. Um risco? Uma irresponsabilidade? Uma antecipação? Foi preciso respirar fundo.
A primeira leitura da decisão do comité norueguês de atribuir o Nobel da Paz a Barack Obama é a mais fácil. Esqueçam o Médio Oriente ou o Irão. Esqueçam o Afeganistão. Esqueçam, numa palavra, os resultados da política externa dos Estados Unidos da América. Concentrem-se no símbolo. No dia em que Barack Obama foi eleito o 44º Presidente da nação mais poderosa do mundo, o mundo saudou a sua eleição como se lhe pertencesse. Obama era negro e representava o lado luminoso da América. Trazia um discurso de mudança radical da relação da América com o mundo. De diálogo, de compreensão e de respeito mútuo. Criava uma onda avassaladora de entusiasmo, de boa vontade e de expectativa. Era, num mundo de caos e de desordem, o mais poderoso sinal de esperança. Depois houve o discurso do Cairo. A palavra era em si própria a mudança. A política que anunciava também. O Nobel da Paz que acaba de lhe ser atribuído é dado a essa esperança. Só assim pode ser compreendido.
Mas há uma outra forma de olhar para esta decisão, a muitos títulos inédita, que é na perspectiva das suas consequências. Um risco? E se amanhã Obama tiver de lançar uma guerra, mesmo que uma guerra necessária? Já tem uma em mãos, no Afeganistão. E se falharem todas as suas tentativas para solucionar a crise iraniana ou se não conseguir quebrar a maldição do Médio Oriente? E se a nova ordem nuclear que propõe não passar de uma miragem. Teremos de dizer daqui a quatro anos que não merecia o Prémio que ganhou por antecipação?
A dualidade de perspectivas, entre a esperança e o cepticismo, traduz afinal aquilo que Obama é: o Presidente dos Estados Unidos da América e o eleito do mundo. O que permite, por agora, apenas uma conclusão. Alimentar a esperança é, também, uma forma poderosa de procurar a paz.

(TERESA DE SOUSA - JORNAL O «PÚBLICO»)

4 comentários:

Sandra Botelho disse...

Vou lhe ser bem sincera, adorei teu post
Porem acho que premiar a esperança não é algo muito lógico, senão teriamos que premiar todos aqueles pequenos dom quixotes que lutam sem resultados por um mundo melhor e continuam anonimos.
Premiar alguem por fazer uma promessa, não é justo nem coerente. Em um mundo onde a palavra dada não vale mais nada, fica dificil que leiamos as intenções por detrás delas .Que ele vai ficar na história vai, mas por enquanto só porque é o unico presidente negro da história dos Estados Unidos.Na minha modesta opinião, só o fato de que milhares ainda estão morrendo nas guerras do oriente medio com o aval e a participação dos Estados Unidos, já faz com que esse premio dado a Barack seja uma piada.
Enfim neste mundo que mais se parece um circo, uma piada a mais outra a menos não fará grande diferença. Beijos querida, visite meu blog.Estarei caminhando sempre por aqui.

Alexandre da Fonseca disse...

BOA NOITE!! ÓTIMA MATÉRIA, ACREDITO QUE O COMITÊ VOTOU INTENCIONALMENTE..OBAMA TEM UM GRANDE DESAFIO PELA FRENTE...QUE É CONSTRUIR A PAZ DIANTE DE UMA GUERRA QUE ACONTECE NO AFEGANISTÃO E IRAQUE...BJSSSSSSS

Manuela Freitas disse...

Obrigado Sandra, por opinar, concordo absolutamente, com o que diz. Visto por outra perspectiva, também foi um grande desafio posto ao Obama, que pode influenciar as suas decisões!?...
Beijinhos

Manuela Freitas disse...

Alexandre
Espero que esse desafio, motive muita reflexão a Obama, antes de tomar decisões.
Bjinhos