«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quarta-feira, 14 de outubro de 2009

HOMENS VERSUS MULHERES


JOSÉ GAMEIRO (PSIQUIATRA), FALA SOBRE AS MULHERES.
Sempre trabalhei com mulheres e sempre as tratei de igual para igual. Não gosto das mulheres dependentes, aprecio a autonomia, a capacidade intelectual, o pensar sobre as coisas. Percebo as queixas mais frequentes das mulheres, que passam na minha clínica: a imaturidade na relação, a questão sexual versus atenção-compreensão-amizade-ternura. Nalgumas questões os homens continuam a ser básicos. Relativamente ao divórcio, as mulheres são mais maduras e dificilmente voltam atrás, porque tiveram um processo longo até se cansarem. Eles andam mais a entrar e a sair, depois arranjam uma namorada e ficam na dúvida. Também acontece com a mulher, mas estas estão mais preparadas para ficarem sós. Os homens fazem trapézio com rede, as mulheres sem rede.
As questões de género são sempre as mesmas: elas fartam-se e eles dizem que está tudo bem:
ELES- Não te falto com nada, não te engano, trabalho!
ELAS – Não me ligas nenhuma, passas o fim-de-semana a ver o futebol na televisão!
Isto acontece em todos os níveis sociais, elas ficam com os filhos, ficam com as amigas e depois cansam-se!
E vem a crítica às mulheres: AS MULHERES TÊM UMA IDEIA DEMASIADO FUSIONAL, SÃO UM BOCADO MELGAS, ACHAM QUE É PRECISO FAZER TUDO EM CASAL.
Há também o antes e o depois do casamento, inicialmente eles são atenciosos, próximos, interessados, marcam o seu território de macho, depois da posse consumada, eles pensam «isto é meu». Elas mantêm uma continuidade equilibrada entre o namoro e o casamento. Em tudo há excepções, claro!
Relativamente ao sexo eles são muito disponíveis, mas os filhos podem trazer uma quebra de actividade na mulher, com uma perda transitória de libido, que nada tem a ver com a relação, mas eles ficam insatisfeitos e custa-lhes esperar pela superação.
Os homens são como uma espécie de barragens hidráulicas, o sexo é uma questão hidráulica, a barragem sobe e tem que descer. Nas mulheres não é exactamente assim, no entanto o comportamento de algumas mulheres está diferente, também alinham em sexo por sexo, sexo eventual, one night stand. Mas não é a mesma coisa. Em estudos sobre infidelidade, enquanto eles não têm cuidados e gostam de exibir com um certo narcisismo as suas aventuras, elas resguardam-se, escondem-se.
Relativamente aos casamentos as estatísticas projectam que vão existir na vida das pessoas, uma média de dois casamentos. Presentemente há 50% de divórcios, o número de divórcios litigiosos baixou e o que corre pior é a partilha dos filhos, que não é muito pacífica, porque os homens mudaram e exigem mais tempo para estar com os filhos.
A gente não sabe o que é gostar de alguém, mas quando deixa de gostar arranja umas 20 razões ou mais. Viver sem química não dá, não é só a questão sexual, são outros factos: gostar de acordar ao lado de, de ir tomar um café, de viajar, de perceber uma pessoa e respeitá-la, de ajudar, quando ela se sente sem ânimo…
Sobre a sensibilidade, diz que os homens têm mais dificuldade em expressar o seu afecto. É a ideia-tipo do macho: não expressar afectos e não chorar. Outra ideia-tipo é as mulheres pensarem que podem prender os homens com poderes sobrenaturais, sexo, comida, aspectos matériais ou pelo carinho.
ESTAS SÃO ALGUMAS IDEIAS, CONSIDERO QUE HÁ MUITAS MAIS «NUANCES» A CONSIDERAR, SOBRE O RELACIONAMENTO A DOIS!...

6 comentários:

Chá das Cinco disse...

Concordo plenamente!!!!!!
Não adinta nem tentar, a química entre o casal tem que existir, o amor mecânico e acomodado causa depressão e com ela vem inúmeras doenças.
Gostei do post
Gemária Sampaio

Manuela Freitas disse...

Olá Gê
Ainda bem que gostou, pode não ter muita originalidade, mas tem muito realismo, que é sempre bom lembrar.
Bjiiiiinhos

Ana Paula disse...

Ideias importantes, sim. O amor é sempre bonito e necessário. Mas os mal-entendidos são muitos, e é sempre bom algum esclarecimento.

Beijinhos, Manuela :)

Asdrubal Cesar Russo disse...

Adorei seu blog, é uma luz de cultura!
Sobre o tema do texto, recomendo o livro Anatomia do Amor da antropóloga Helen Fisher, creio que irá gostar.
Aproveito para te convidar para conhecer meu blog de fotografias:
http://acrusso.blogspot.com
Abç

Manuela Freitas disse...

Olá Asdrubal
Obrigado pela tua visita e pela tua «dica» sobre o livro.
Vou já visitar o teu blogue, gosto muito de fotografia, a minha digital anda sempre comigo, mas sou uma fotógrafa muito amadora.
Um Abraço

Manuela Freitas disse...

Ana Paula
Para que um relacionamento dê, é preciso a dois, investir muito no mesmo. Exige muito trabalho, mas pode valer a pena, quando vale, claro!..
Beijinhos