«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 11 de outubro de 2009

A PRIMEIRA HOMOEROTICA POETA DOS TEMPOS MODERNOS




Renée Vivien é o nome literário de Pauline Tarn. Nasceu em Londres no ano de 1877 e morreu em Paris, em 1909. Em 1899 instalou-se em França, particularmente em Paris, após receber uma herança que a colocou a salvo de todo tipo de preocupações financeiras e que lhe permitiu escrever e viajar durante longas temporadas. Em Paris conheceu Natalie Clifford Barney, atriz e escritora e com ela manteve tortuosa relação. A baronesa Hélène de Zuylen (que cuidou de Vivien no final dos seus dias e que colaborou com ela em várias obras) trouxe para a poeta estabilidade sentimental, ainda que desde 1904, Renée tivesse uma relação semi-platónica por cartas, com uma misteriosa admiradora residente em Constantinopla, esposa de um diplomata, chamada Kérimé Turkan-Pacha, a qual alimentará sua paixão por uma mulher proibida e um sonho oriental distante.



O seu insaciável instinto de exploração, revela-se na sua obra poética, abarcando diversos géneros. Novelas, relatos, prosa poética, adaptações de Safo – que ela explicava e explicitava numa grandiosa escrita homoerótica retirada do original grego -, e mais ainda, teatro e uma biografia de Ana Bolena. Em 1901 publicou a sua primeira obra poética, Études et préludes, e a esta seguiram-se outras como, Cendres et poussières, À l’heure des mains jointes, Flambeaux éteints, Sillages, Haillons.



André Gide em crítica observou que as poesias de Vivien não tinham nada de valioso, mas apenas estavam impregnadas de “um baudelairismo profundo”. Realmente ela teve muitas influências de Baudelaire inclusive de Verlaine, como salientaram os seus contemporâneos.Vivien ou Pauline, com as ferramentas da poesia simbolista de fim de século, construiu um mundo lírico hedonista. Levou às mais radicais atitudes alguns de seus registos poéticos repletos de fatalidade niilista e de volúpia no universo artístico de 1900. Os seus versos eram cheios de bacantes, ofélias, seres noctívagos e amantes destrutivos. A sua linguagem era sensual, luxuriosa, realista. A poeta Vivien foi uma grande mestra na exploração dos sentidos com as sinestesias, correspondências e associações inesperadas que se plasmavam em matizes subtis e delicados em ritmos transbordantes, sexuais e fluídicos. Nos seus livros e nos seus escritos ela explorou novas maneiras de desenvolver o desejo com os cantares de exaltação aos sentidos e ao corpo. Todo o conjunto de sua obra é um canto de paixão e desejo. Sua obra era totalmente subversiva para os padrões de sua época, pois ela escrevia para os leitores do futuro.

(O QUE VOU ENCONTRANDO NA NET)

Sem comentários: